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Luchona, por Gabriel Chaile

Integrado na exposição coletiva "Pés de Barro" com curadoria de Chus Martínez e Filipa Ramos, em 2021 na GMP, Gabriel Chaile apresentou uma escultura intitulada "Luchona".
 
"O meu trabalho está ligado a uma predisposição antropológica de compreensão das nossas próprias coisas. Sempre me tomei como objecto de estudo, a nível visual, e muitas coisas surgiram daí. Tomei sempre o que me era mais próximo primeiro, e isso era a vida da classe trabalhadora. Vi aquelas imagens, vi a minha mãe a cozer pão toda a sua vida num forno de barro e o meu pai, pedreiro, a chegar tarde, dormindo pouco, sem descansar, trabalhando muito. Todas as situações de que me aproximo formal, e visualmente, são uma forma de falar sobre aquilo que não acontece na corrente dominante da sociedade e que está lá, relaciona-se com a vida em modos que não são visíveis." Gabriel Chaile
 
Na América Latina, luchona [lutadora] é um nome depreciativo dado a jovens mães solteiras que são consideradas imaturas e irresponsáveis por saírem à noite enquanto criam os seus filhos. A monumental Luchona de Gabriel Chaile presta homenagem a estas mulheres, revelando a sua natureza engenhosa e amorosa.
 
Revisitamos o arquivo da Galeria Municipal do Porto, trazendo ao presente algumas das obras, projetos expositivos ou momentos integrados nos programas públicos e educativos desde 2016.

Pés de Barro
12.06 – 22.08.2021
 
Curadoria:
Chus Martínez
Filipa Ramos
 
Artistas:
Neïl Beloufa
Isabel Carvalho
Gabriel Chaile
Pauline Curnier Jardin
Formabesta (Salvador e Juan Cidrás)
Tamara Henderson
Ana Jotta
Eduardo Navarro



 
Gabriel Chaile
"Luchona", 2021.
Estrutura metálica, barro cru, madeira, terra.
Cortesia do artista e / Courtesy of the artist and Barro, Buenos Aires e, Berlim.

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